NEM TUDO QUE É POPULAR, EDIFICA O ESPÍRITO
Uma Campanha da Rádio Fraternidade
Programação 16/02/2010
Estudo da Manhã – Nas Fronteiras da Loucura, pelo espírito Manoel P. Miranda, psicografia de
Divaldo Franco, editado pela LEAL
Prece Inicial – 10 horas (horário sugerido)
Leitura Inicial – DIANTE DAS TENTAÇÕES
“Tentado à permanência nas trevas, embora de pés sangrando, dirige-te para a luz.
Enquanto não atravesse o suor e o cansaço da plantação, lavrador algum amealha a
colheita.
Até que atinjamos, um dia, o clima do reino angélico, seremos almas humanas,
peregrinos da evolução nas trilhas da eternidade.
Aqui e ali, ouviremos cânticos de exaltação à virtude e, louvando-a, falaremos por
nossa vez, acentuando-lhe os elogios.
Entretanto, manda a sinceridade que nos vejamos por dentro, e, por dentro de nós,
ruge o passado, gritando injúrias contra as nossas mais belas aspirações.
Toma, porém, o facho que o Cristo te coloca nas mãos e clareia a intimidade da
consciência, parlamentando contigo mesmo.
Hora a hora, esclareçamos a nós próprios, tanto quanto nos lançamos no ensino aos
outros.
Reparando os caídos em plena viciação, inventaria as próprias fraquezas e perceberás
que, provavelmente, respirarias agora numa enxerga de lodo, não fosse a migalha do conhecimento
que te enriquece.
Diante dos que se desvairam na crítica, observa a facilidade com que te entregas aos
julgamentos irrefletidos e pondera que serias igualmente compelido ao braseiro da crueldade, não
fosse algum ligeiro dístico da prudência que consegues mentalizar.
À frente daqueles que se envileceram na carruagem do ouro ou da influência política,
recorda quantas vezes a vaidade te procura, por dia, nos recessos do coração, e reconhecerás que
também forçarias as portas da fortuna e do poder, caso não fosse o leve fio de responsabilidade
que te frena os impulsos.
Analisando os que sofrem na tela da obsessão, pensa nos reiterados enganos a que te
arrojas e compreenderás que ainda hoje chorarias nas angústias do manicômio, não fosse a
pequenina faixa de serviço no bem que te afeiçoas.
Perante os companheiros atolados no crime, anota a agressividade que ainda trazes
contigo e concluirás que talvez estivesses na penitenciária, amargando aflitiva sentença, não fosse
o rainúnculo de oração que acende na própria alma.
E as lutas que te marcam a rota assinalam, também, o campo de serviço em que ainda
estagias junto aos desencarnados da nossa esfera de ação.
Situemo-nos no lugar dos que erram e nosso raciocínio descansará no abrigo do
entendimento.
Nenhum lidador vinculado à Terra se encontra integralmente livre das tendências
inferiores.
Todos nós, ante a sublimidade do Cristo, somos almas em libertação gradativa,
buscando a vitória sobre nós mesmos.
E se a estrada para semelhante triunfo se chama “caridade constante para com os
outros”, o primeiro passo de cada dia chama-se compaixão”.
(Fonte: texto acima extraído do livro Religião dos Espíritos, de Chico Xavier, pelo
espírito Emmanuel, editado pela FEB)
Estudo – texto abaixo extraído do livro Nas Fronteiras da Loucura, pelo espírito Manoel P. De
Miranda, psicografado por Divaldo Franco, editado pela LEAL.
LIÇÕES PROVEITOSAS
“A cidade, regorgitante, era um pandemônio.
A multidão de desencarnados, que se misturava à mole humana em excitação dos
sentidos físicos, dominava a paisagem sombria das avenidas, ruas e praças feericamente iluminadas,
mas cujas luzes não venciam a psicosfera carregada de vibrações de baixo teor. Parecia que as
milhares de lâmpadas coloridas apenas bruxuleavam na noite, como ocorre quando desabam fortes
tempestades.O s grupos mascarados eram acolitados por frenéticas massas de seres espirituais
voluptuosos, que se entregavam a desmandos e orgias lamentáveis, inconcebíveis do ponto de vista
terreno.
Uns magotes desenfreados atacavam os burlescos transeuntes, tentando prejudicá-los
com as induções nefastas que se permitiam transmitir.
Outros, compostos de verdugos que não disfarçavam as intenções, buscavam as vítimas
em potencial para alijá-las do equilíbrio, dando início a processos nefandos de obsessões
demoradas.
Podíamos registrar que muitos fantasiados haviam obtido inspiração para as suas
expressões grotescas, em visitas a regiões inferiores do Além, onde encontravam larga cópia de
deformidades e fantasias do horror de que padeciam os seus habitantes em punição redentora, a que
se arrojavam espontaneamente.
As incursões aos sítios de desespero e loucura são muito comuns pelos homens que se
vinculam aos ali residentes pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que
acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo.
Fixados como clichês mentais, ressurgem na consciência e são recopiados pelos que
lhes estão habituados, recompondo, na extravagância do prazer exacerbado, a paisagem donde
procedem e à qual se vinculam.
A sucessão de cenas, deprimentes umas, selvagens outras, era constrangedora.
Sempre atento, o Mentor, com delicadeza, advertiu-me:
_ Miranda, de nossa parte, nenhuma censura ao comportamento de nossos irmãos.
Grande, expressiva faixa da Humanidade terrena transita entre os limites dos instinto e os pródomos
da razão, mais sequiosos de sensações do que ansiosos pelas emoções superiores. Natural que se
permitam, nestes dias, os excessos que reprimem por todo o ano, sintonizados com as Entidades que
lhes são afins. É de lamentar, porém, que muitos se apresentam, nos dias normais, como discípulos
de Jesus, preferindo, agora, Baco e os seus assessores de orgia ao Amigo Afetuoso...
Perdendo-se nos períodos mais recuados, as origens do Carnaval podem ser encontradas
nas bacanalia, da Grécia, quando era homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios
entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde,
apresentavam-se estas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma vítima humana,
adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão. Uma vez por ano é lícito enlouquecer,
tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a denominação, antes,
de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria...
Há estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade
de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira
sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.
Sem dúvida, porém, a festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e
que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real
substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem
agressão nem promiscuidade.
Depois de breve reflexão, concluiu:
_ Por enquanto, auxiliemos sem qualquer reproche, unindo o amor à compaixão,
enfermos que somos quase todos nós, em trânsito para a superação de deficiências que nos tisnam a
claridade e o discernimento sobre a vida(…)
(...)Anteriormente, foram ministrados orientações e informes de importância,
estabelecendo-se um programa para mais eficiente socorro e providências preventivas com que se
pudessem poupar quantos sintonizassem com os cooperadores da vilegiatura da paz.
Muitos convocados e voluntários do nosso plano continuavam ligados a familiares que
estagiavam no corpo, assim interessados em auxiliá-los, ao tempo em que se predispunham a
atender a todos quantos lhe estivessem ao alcance.
Estabelecera-se que o socorro somente seria concedido a quem solicitasse, ampliando-o
a todas as vítimas que padecessem ultrajes e agressões, violências e tragédias. De nossa parte,
nenhuma insistência ou interferência indébita deveria ser assumida.(...)
(…)Mais parecia o local com uma praça de guerra, burlescamente apresentada, em que
o ridículo e a dor se ajustavam em pantomina de aflição.
A máscara do sofrimento, no entanto, fazia-se presente, convidando à compaixão, à
solidariedade.
_Não se creia – advertiu-me o benfeitor, com discrição – que todos quantos desfilam
nos carros do prazer, se encontrem em festa. Incontáveis têm a mente subjugada por problemas de
que procuram fugir, usando o corredor enganoso que leva à loucura; diversos suicidam-se,
propositalmente, pensando escapar às frustrações que os atormentam em longo curso; numerosos
anseiam por alianças de felicidade que os momentos de sonho parecem prometer, despertando,
depois, cansados e desiludidos...
Moçoilas-objeto e rapazes negociáveis são vítimas de hábeis exploradores que os
aliciam e empurram no pantanal, extorquindo dinheiro de vítimas imprevidentes, enquanto os
afogam no lodo, sem possibilidade de salvação. Pessoas responsáveis, portadoras de inquietações
que fazem parte do processo de evolução, deixam-se mergulhar no bacanal inconsequente, sem
pensarem no dia seguinte...
Raros divertem-se, descontraem-se sadiamente, desde que os apelos fortes se dirigem à
consunção de todas as reservas de dignidade e respeito nas fornalhas dos vícios e embriaguez dos
sentidos.
Silenciou e olhou em derredor, abarcando o espaço arborizado e a movimentação
socorrista, logo concluindo:
_ Por isso, os Benfeitores da Humanidade assinalaram a Allan Kardec, que a Terra é
um planeta de provas e expiações, onde programamos o crescimento para Deus.
Saturado pelo sofrimento e cansado das experiências inditosas, o homem, por fim,
regenerar-se-á ao influxo da própria dor e sôfrego para fruir o amor que lhe lenificará as íntimas
inspirações da alma.”
Vibrações para Encarnados e Desencarnados / Prece Final (ao final da programação de cada
dia, você encontrará instruções para as vibrações)
Estudo da Noite – O Evangelho segundo O Espiritismo, de Allan Kardec
Prece Inicial – 20 horas (horário sugerido)
Leitura Inicial – NOSSOS IRMÃOS
“Um pensamento de simpatia e de amor para os nossos irmãos que se recuperam!...
Muitos são chamados criminosos, mas, em verdade, foram doentes. Sofriam desequilíbrios da
alma, que se lhes encravavam no ser, quais moléstias ocultas.
Praticaram delitos, sim... Hoje, entretanto, procuram-te a companhia, sonhando
renovação.
Amaram, ignorando que o afeto deve estar vinculado à harmonia da consciência, e
amargaram terrível secura, em labirintos de sombra, a suspirarem agora pelo orvalho da luz.
Eram sovinas e sonegavam o pão à boca faminta dos semelhantes; contudo, pretendem
contigo o reingresso na escola da caridade.
Acreditavam-se em regime de exceção, quando o orgulho lhes assoprava a mentira; no
entanto, após resvalarem no erro, refugiam-se em tua fé, anelando refazimento.
Renderam-se às tentações e foram pilhados na armadilha do mal; todavia;
presentemente, buscam-te os olhos e apertam-te as mãos, ansiando esquecer e recomeçar.
Não lhes fites o desacerto.
Alimenta-lhes a esperança.
Não te animarias a espancar a cabeça de quem estivesse a convalescer, depois da
loucura, nem cortarias a pele em cicatrizes recentes.
Enfermos graves da alma, todos nós fomos ontem!...
Rende, pois, graças a Deus, se já podes prestar auxílio, porque, se chegaste ao grau de
restauração em que te encontras, é que, decerto, alguém caminhou pacientemente contigo, com
bastante amor de servir e bastante coragem de suportar.”
(Mensagem de Albino Teixeira, extraída do livro O Espírito de Verdade, psicografado
por Francisco C. Xavier e Waldo Vieira, editado pela FEB)
Estudo – O Evangelho segundo O Espiritismo, de Allan Kardec – Capítulo XII – Amai os Vossos
Inimigos – Temas Retribuir o mal com o bem // Os inimigos desencarnados – itens 3 a 6 deste
capítulo.
Vibrações para Encarnados e Desencarnados / Prece Final (ao final da programação de cada
dia, você encontrará instruções para as vibrações)
Instruções para Vibrações
“Podemos fazer uma irradiação consciente e voluntariamente, projetando o nosso pensamento e
sentimento, movimentando forças psíquicas, em favor de alguém. E podemos fazer isso, mesmo a
distância”.
Condições de quem irradia
“Somente pode dar alguma coisa boa aquele que a possui. Os bons sentimentos, os bons
pensamentos, os bons atos vão plasmando na ‘atmosfera espiritual’ da pessoa uma tonalidade
vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser mobilizados, pela
vontade dirigida.
As condições básicas para se realizar uma boa irradiação são as mesmas para os passistas:
frugalidade na alimentação, abster-se dos vícios; evitar conversação de baixo palavreado e de
imagens pouco dignas; dominar os sentimentos passionais e instintivos; procurar ter comportamento
cristão. Assim, disporá de elementos fluídicos de boa qualidade para transmitir aos necessitados.”
Fonte: livro Mediunidade – Volume II (Coleção Estudos e Cursos) – Centro Espírita Allan
Kardec (Dep. Editorial)
Nossas vibrações durante o período turbulento do Carnaval, se possível, devem ser
direcionadas a todos os espíritos que sofrem e que fazem sofrer; pelos recém-desencarnados;
pelos nossos amigos e familiares que ainda se deixam levam por essa falsa alegria; por todos
os irmãos encarnados que ainda se comprazem no mal. Que o quanto antes, todos despertem
para o Amor de Jesus, para a realidade do Espírito.
Vibremos para que Jesus nos proteja e ampare através dos abnegados benfeitores espirituais
que nos secundam os esforços de renovação espiritual.
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